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terça-feira, 18 de agosto de 2009

NUA E CRUA



NUA E CRUA

(Genaura Tormin)



Em suspiros arquejas,

Ó alma minha!

A emoção pranteia-me as faces,

No desalento do nada.

Foi-se o sorriso frouxo,

Bordado do meu rosto.



Reclusa, arredia,

Também se foi a poesia.

Nada sobra,

Nada resta.

Apenas uma saudade gasta,

Num final de festa.



Medroso se escondeu o sol.

Na noite,

Algumas estrelas fugidias,

Sem magia, sem lua,

Sem guarida, sem fantasia.

Tudo é solidão!

A realidade nua e crua

Enfrenta-me sem compaixão.

Um comentário:

  1. Obrigada pela visita, Genaura. Estou adorando seu livro. Está na minha bolsa e estou achando muito interessante. Grande guerreira, você.

    bjos.

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