Seja bem-vindo. Hoje é

domingo, 14 de março de 2010

TIMONEIRA DO TEMPO


TIMONEIRA DO TEMPO
(Genaura Tormin)

Abrolham em mim
Os espinhos dos penhascos,
As nascentes dos riachos,
E tudo se faz dolente
Ao morrer o sol.

Não há estrelas no firmamento.
Sem magia, sem fantasia,
Sou a timoneira do meu tempo.
A noite é fria e a vida vazia.

Velejo no dorso do vento.
Ancoradouro, já não existe.
Perdeu-se na ribanceira.

À deriva meu barco flutua.
Na pele o chicote da noite
Sob a solidão e o clarão da lua

Nenhum comentário:

Postar um comentário