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terça-feira, 4 de maio de 2010

DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE


DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mortiça luz,
Ao morrer o dia.
Negras nuvens
Envolvem a terra.
A solidão se faz e
O ambiente é fúnebre.
A alma dolente
Se esvai em prantos.
Tudo se perde
Na confusão dos mundos.

Fecho a cortina,
Volto ao casulo.
Ouço passos...
Um vulto de mulher
Ganha formas,
Ocupa o espaço
À minha frente.

Tento falar e não consigo!
Escapa-me a emoção,
E eu me perco na imensidão azul
Dos seus olhos marejados.

Por um instante,
Num mudo diálogo
Senti a doce presença
De minha MÃE ao meu lado.

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(Em mais um Dia da Mães, órfã, continuo!
No entanto, sei que ela está sempre por aqui a velar-me o sono, a amparar-me nos fracassos.)

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