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domingo, 29 de janeiro de 2012

ASAS DE CERA


ASAS DE CERA
(Genaura Tormin)

Assim foi embora 
O meu último sonho de andar! 
Esgazeou-se na amplidão,
Escondeu-se entre as nuvens,
Derramou-se em lágrimas 
Ante às conjeturas do nada. 

Mesmo desafiando, 
Como Ícaro, 
Voei em direção ao sol,
Sem perceber 
Que as asas eram de cera. 

Eu não podia mais voar!
O sol derretera-me as asas,
E o sonho acordou sozinho,
De olhos vermelhos,
A procurar de novo
Outro jeito de ser feliz. 
Afinal sonhar é preciso,
E a vida tem que continuar!

Um comentário:

  1. Sim, a vida sempre segue em frente. E se já com as asas não podemos voar, voaremos então com o coração, com a força do nosso espírito, com o nosso ser. E o seu, sem dúvida, Genaura querida, a nós ilumina e nos enche de amor!! Um grande beijo no seu coração, boa noite ;)

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