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sábado, 11 de fevereiro de 2012

UM OUTRO NINHO


UM OUTRO NINHO
 (Genaura Tormin)

Deponho as armas!
O trabalho foi árduo!
O jugo ainda oprime.
No alforje, nada resta.
Tudo é solidão
A sangrar saudades.

Desse porão,
Tento perder as chaves,
Mas dele se esgueiram
Todos os meus fantasmas.

Rotas,  estão as vestes,
Andrajos que aqui deixarei. 
A alma agora,
Exibe-se nua,
Sem peias nem amarras.

No silêncio, 
Ouço o sussurrar do vento 
A dizer-me baixinho:
Há, ainda, um outro ninho!
Venha comigo!
Vamos voar,  subir...
Subir é o caminho!

E eu vou  seguir a voz do vento!
Partir sem deixar lamentos,
Alcançar o topo do tempo,
Vestir outro corpo e voltar aqui!

Um comentário:

  1. Lindíssimo, amiga.
    Retratastes neste poema os momentos de um espírito a caminho de seu retorno ao Grande Lar. Comovi-me muito, ao lê-lo. Vejo, lendo sua poesia, um Emissário Divino a adentrar em nossa atmosfera, em alva vestimenta, a buscar a alma que se entrega com deleite. Depois de algum tempo, traz à luz deste mundo, o mesmo ser que ora retorna, na reencarnação.
    Encantei-me! Adorei!
    Um beijo muito especial em seu coração.
    Maria Paraguassu.

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