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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VAZIO DO NADA



VAZIO DO NADA
(Genaura Tormin)


Não foi 
Um desabrochar de flores
Quando partiste!

Houve melancolia,
Aperto no peito,
E um enorme gosto de dor.

O sol não voltou..
No dia,
Não houve manhã.

Tudo, 
Extremamente só,
Amorfo, 
Sem gosto,
Sem cor.

Não houve lágrimas,
Nem pranto.
Em cacos espalhados,
Estava o sentimento.
E a alma congelada,
Apenas sofria.

Tudo foi
Tão estranho!
Dois corações esfacelados
Condenados ao abandono.

Até hoje,
Me lembro do nosso jardim.
Nossas mãos entrelaçadas,
Tantas juras trocadas!

De tudo,
Uma saudade
E o vazio do nada.
Pena que tenha sido assim.

2 comentários:

  1. Absolutamente lindo....e lindamente triste. Beijos, amiga tão querida.

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  2. Maria Paraguassu Rodrigues22 de fevereiro de 2014 às 14:03

    Lindo, como todos os teus poemas, amiga. Porém, com um gostinho amargo de saudade que fica guardada no peito, fazendo doer.

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