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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE



DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mortiça luz, 
Ao morrer o dia.
Negras nuvens 
Envolvem a terra.
A solidão se faz e
O ambiente é fúnebre.
A alma dolente 
Se esvai em prantos.
Tudo se perde 
Na confusão dos mundos.

Fecho a cortina,
Volto ao casulo.
Ouço passos... 
Um vulto de mulher 
Ganha formas,
Ocupa o espaço
À minha frente.

Tento falar e não consigo!
Escapa-me a emoção,
E eu me perco na imensidão azul
Dos seus olhos marejados.

Por um instante,
Num mudo diálogo
Senti a doce presença 
De minha MÃE ao meu lado.

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