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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SEGUIMOS LADO A LADO






SEGUIMOS LADO A LADO
(Genaura Tormin)

Não sei onde nos perdemos.
A distância, soluço do tempo,
Separou nós dois.
As palavras veladas 
Fizeram crateras em mim.
Macularam-nos a alma.
O silêncio se fez cortante.
A borboleta arredia
Voltou sofrida ao casulo. 

Ainda ouço a nossa melodia,
Mas a teia está vazia, 
Escura e fria…
Há trevas pelos cantos,
Espantos tantos!
Perguntas esquecidas,
Nas encruzilhadas,
Nas masmorras forjadas,
Nas palavras não ditas.

O passado ainda acelera
O amor que arqueja.
E esse jeito de fêmea indomável
Boia-me dos olhos marejados.
Nesse mar
Navego sozinha,
Sem timoneiro nem remo,
Às procelas do caminho.

Tornados levaram o afeto
E o amor, talvez.
O encanto vestiu-se de pranto.
Restou tanta saudade,
De mim, de ti, de nós…
No entanto,
Ainda somos peregrinos do tempo,
E nas paralelas da vida,
Seguimos lado a lado.


Gyn, 02.2014

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