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quinta-feira, 12 de março de 2009

POEMA LIBERTO


POEMA LIBERTO
(Genaura Tormin)

Presos,
Ao lado do coração,
Ressoam badalos,
Fragmentos de versos,
Arco-íris perdido,
Desejos conturbados,
No peito da agonia.

Insanos,
Esbaforidos,
Querem sair,
Extravasar a lira...

Em alforria,
Mostrar-se ao mundo,
Fazer a poesia,
Cantar a liberdade,
A alegria.

Em signos,
Crio-lhes pontes,
E os dedos ágeis tamborilam
Sobre o teclado,
Dando passagem triunfal
Ao condenado.
Abrem-se as férreas grades,
E o poema ainda amedrontado,
Eclode em liberdade.

Um comentário:

  1. Genaura
    Esse pobre orgão escolhido para pulsar e trazer no sangue todas as impurezas acolhida no ser em sua passagem e de venoso chegar a arterial e voltar trazendo energia.
    Mas o próprio foi escolhido para receber e sofrer no amor, palpitar em alegrias, chorar em tristezas.
    Outros orgãos se fazem companhia e entre eles está os responáveis pelos sentidos onde vemos a chegada, ouvimos as palavras, palmeamos a sensualidade, aspiramos o nectar da pureza e degustamos o sabor da presença.
    O badalar ao seu lado o faz sofrer pelo muito que ofertamos e nada foi usado em benifício do amor.
    E a poesia é o coração do poeta.
    Um abraço e um beijo
    mochiaro

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