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sábado, 21 de março de 2009

NÃO TENHO ALGEMAS





NÃO TENHO ALGEMAS
(Genaura Tormin)


Fui menina, rebelde, traquina, barulhenta...

Mulher, hoje sou.

Laboriosa, complicada,

Parideira, dona de casa.

Ardo em orgasmos, arquejo em lágrimas.



Apolo me fascina,

Faz-me musa de seus versos, deusa do seu leito.

Sou refém das fantasias, atriz de todos os papéis.

Mostro-me catita, jogo a sedução

E acho-me bonita.



Os sonhos habitam meus cantos,

Ouriçam-me as entranhas.

Rendo-me aos desejos.

Aos detalhes entrego-me inteira,

Na busca de mim mesma,

Pois não tenho algemas nem porteiras.

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